O relatório da CPI do Crime Organizado causou forte polêmica, envolvendo o Supremo Tribunal Federal, o Executivo e o Legislativo. O relator da CPI, senador Alessando Vieira, defendeu que os ministros do STF também devem ser citados na questão, o que foi fortemente rejeitado pelos ministros da Suprema Corte. O relatório não foi aprovado pela comissão da CPI.
A discussão ilustra que o assunto tende a continuar sensível no debate eleitoral, com a oposição defendendo que os ministros devem ser responsabilizados e até sujeitos a impeachment. Essa possibilidade é fortemente rejeitada pelo STF.
O governo conseguiu vitória na indicação de um deputado do PT para integrar o Tribunal de Contas da União, que foi muito disputado. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) atuou a favor do candidato do governo.
O deputado José Guimarães (PT-CE) assumiu o cargo de Ministro de Relações Institucionais, em substituição à Gleisi Hoffman, que volta para a Câmara. Os analistas consideram que Guimarães atuará como contraponto ao ministro Guilherme Boulos, que tem ampliado a sua influência no governo.
Na economia, os jornais informam sobre os planos do governo para aprovar algumas ‘bondades’, incluindo o programa de renegociação de dívidas e um novo pacote para o financiamento de ônibus e caminhões, no total de R$ 20 bilhões. O governo ampliou os benefícios para o Auxílio Gás.
Na área internacional, as negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio, continuam indefinidas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações serão retomadas ‘em breve’. O petróleo registrou forte recuo no mercado internacional, ficando pouco acima de US$ 90 o barril, ante os US$ 100 observados na semana passada.