A sessão do Supremo Tribunal Federal para avaliar o relacionamento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi suspensa, por até 90 dias, após pedido de vista pelo ministro Flávio Dino. Alguns juristas consideram que o adiamento poderá se prolongar se outros ministros também pediram vista no processo.
A primeira sessão foi marcada por bate-botas e agressões entre os ministros. A ministra Carmen Lúcia pediu ‘desculpas ao povo brasileiro’ pelo comportamento dos ministros. Dois ministros, Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli, se declaram impedidos de votar.
O jornal Folha de S. Paulo chama a atenção para os efeitos secundários da crise do STF, que está impedindo a Suprema Corte de analisar diversos temas de interesse do país. Entre os projetos em análise há a questão da ‘pejotização’ e a ‘urberização’ dos trabalhadores.
Na economia, o destaque de hoje é quanto à decisão dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos sobre os juros. No Brasil a previsão é de uma redução de 0,25 pontos percentuais na taxa Selic, que deverá cair para 13,75% ao ano. O IBGE divulgou os dados referentes ao comércio em julho, mostrando uma economia mais fraca, o que facilita a queda da Selic.
Nos Estados Unidos há grandes expectativas quando às decisões do FED, o BC americano. O mercado financeiro acredita que o BC poderá elevar os juros de referência no país, atualmente em 3,75%. Os juros de longo prazo dos títulos americanos subiram para o nível mais elevado nos últimos 20 anos, com o papel de 10 anos superando os 5,0% ao ano.
No Oriente Médio, a situação continua indefinida, sem sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Com isso, o petróleo chegou a bater os US$ 110 o barril com o fechamento de um oleoduto pela Arábia Saudita, reduzindo ainda mais a oferta do produto no mercado internacional.