A situação no Supremo Tribunal Federal continua recebendo grande destaque nos jornais desta quinta-feira. A maioria das reações foi de crítica à atuação do STF por conta da sessão de terça-feira, inclusive nas redes sociais, onde as menções negativas foram muito superiores às positivas. Após o tumulto da véspera, os ministros voltaram a debater outras questões legais, inclusive impostos.
No mundo político, a maioria dos analistas considera que o julgamento no STF tende a trazer consequências na disputa eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro quer vincular o presidente Lula ao ministro Alexandre de Moraes. Lula disse que não foi ele quem indicou o ministro para a Corte.
O jornal O Globo traz um longo perfil do filho do ministro Kassio Nunes Marques, que fez uma carreira meteórica. Apenas um ano após formado, Kevin já recebeu casos de vários milhões de reais, mesmo atuando fora de Brasília. Nunes Marques se declarou impedido de votar devido à essas menções.
Na economia, o destaque foi sobre os juros, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Nos EUA, o Fed elevou a taxa de referência para 4,0% ao ano e sinalizou que poderá fazer novos aumentos. A postura do BC americano irritou profundamente o presidente do país, Donald Trump, que defende juros baixos.
No Brasil, por unanimidade, o Banco Central reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano, na quinta redução consecutiva. Mas a autoridade monetária não sinalizou se vai manter o ritmo de queda nas próximas reuniões.
No Oriente Médio, os houthis continuam atacando instalações da Arábia Saudita e a agência Reuters informou que navios americanos e israelense poderão circular livremente, sugerindo um acordo dos rebeldes com o governo americano. O petróleo continuou próximo a US$ 100 por barril no mercado internacional.