O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família, a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. O anúncio surpreendeu o mundo político e foi considerado uma estratégia para reforçar o apoio de Lula junto ao público do Bolsa Família, que majoritariamente vota em Lula.
Os candidatos de oposição, assim como os editoriais dos jornais, classificaram a medida como ‘eleitoreira’. Os governistas defenderam que o reajuste apenas corrige uma defasagem que vinha desde 2023. E garantiram que o reajuste ‘cabe’ no Orçamento do Tesouro.
Para os economistas, o reajuste no Bolsa Família compromete ainda mais o equilíbrio fiscal. O Instituto Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, divulgou novas projeções sobre as conta públicas, com estimativas de ampliação do déficit.
Na economia, a Fundação Getúlio Vargas divulgou estimativa para a variação do PIB em julho, com recuo de 0,4%, após cair 1,6% em junho. A instituição considera que a economia está desacelerando, mas não entrou em recessão.
O Instituto Datafolha divulgou nova pesquisa eleitoral, mantendo o presidente Lula ligeiramente à frente de Flávio Bolsonaro, com 39% e 36%, respectivamente, no primeiro turno. Lula supera Flávio também no segundo turno, mas com pouco diferença e dentro da margem de erro.
Na área internacional, os rebeldes houthis atacaram instalações da Arábia Saudita, elevando ainda mais as tensões na geopolítica internacional. O petróleo continua fortemente pressionado no mercado internacional.