O primeiro dia da Cúpula de Líderes que está sendo realizada em Belém, no Pará, e que antecede a COP30, transcorreu sem grandes incidentes que tenham sido notados pela imprensa. Há produtos com preços elevados, como uma garrafa de água a R$ 25,00, mas isso é comum em eventos semelhantes. A imprensa registra também que há várias obras ainda em andamento para a reunião que começa na segunda-feira.
O Brasil apresentou a sua principal proposta para a reunião que é criar um fundo global para a preservação de florestas nos países pobres de maneira permanente, incluindo América do Sul, África e Ásia.
O resultado do primeiro dia pode ser lido como a questão do copo ‘meio cheio e meio vazio’. A proposta teve a adesão de 50 países, mas apenas seis se comprometeram com recursos efetivos. De qualquer forma, foram captados US$ 5,6 bilhões, mais de metade da meta total de US$ 10 bilhões prevista para ser alcançada no ano que vem.
Na política, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julga os argumentos da defesa do principal núcleo envolvido na trama golpista de 2022, incluindo o ex-presidente Bolsonaro. Membros do STF estão analisando os possíveis locais onde o ex-presidente poderá ficar preso, caso seja condenado.
Na área internacional, os jornais destacam os efeitos do mais longo shutdown da história dos Estados Unidos, quando o governo fica limitado a realizar gastos devido a impasses com o Congresso. Há riscos de o problema afetar os vôos em várias partes do país.
A questão da segurança pública continua em debate nos jornais desta sexta-feira. O jornal Valor traz entrevista com o procurador-geral de Justiça de São Paulo que é contra a equiparação do crime organizado a entidades terroristas, como defendem os governadores de direita. Na sua visão, isso traria graves prejuízos ao país. O chefe da Receita Federal, Robson Barreirinha, em entrevista ao Globo, defende medidas para coibir operações com criptoativos e lavagem de dinheiro para sufocar as organizações criminosas.